No sábado, dia 17 de outubro, às 15 horas, será apresentada no Auditório da Faculdade de Educação e Comunicação – FECOM, do Centro de Estudos Superiores de Maceió – CESMAC, localizada na Rua Profº Ângelo Neto s/ n°, Farol, a cena de Teatro-Fórum “Líder Negativo”, que põe em questão o importante papel da escola na manutenção ou superação da homofobia e os efeitos negativos da interferência da religião nesta função, oferecendo ao público presente, as boas questões para a construção de uma atitude política de enfrentamento à homofobia. Entrada franca.

A apresentação fará parte da programação do curso de Especialização no Ensino da Arte ministrada pela profª Drª Nara Salles e vai contar com a participação do arte-educador Cláudio Rocha, curinga do Centro de Teatro do Oprimido, que vai analisar com o público presente a dramaturgia, imagem, músicas e estética da cena de Teatro-Fórum. Durante sua estada em Alagoas, Cláudio Rocha vai visitar alguns grupos populares de Teatro do Oprimido para acompanhamento de suas atividades.

A cena “Líder Negativo” é resultado do projeto “Teatro do Oprimido pela Diversidade”, que fez parte da Programação Oficial da Parada do Orgulho LGBT de Maceió, realizado por Udson Pinheiro, Diana Moura e Eliaquim Moreira, multiplicadores do Teatro do Oprimido capacitados em 2008 pelo Centro de Teatro do Oprimido – CTO, e que recebem apoio logístico permanente do CTO por intermédio do PROJETO TEATRO DO OPRIMIDO DE PONTO A PONTO, que tem atuação em todo o Brasil mais Moçambique, Guiné-Bissau, Senegal e Angola, países africanos.

O referido evento tem o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AL), Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Vereadora Tereza Nelma, Deputado Estadual Paulão, Secretaria de Comunicação de Maceió (SECOM), Secretaria de Estado de Cultura (SECULT), Escola Técnica de Artes – UFAL, Coluna BiVolt! e do Centro de Teatro do Oprimido por intermédio do Projeto Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto.

TEATRO DO OPRIMIDO EM ALAGOAS

O Teatro do Oprimido (TO) chegou a Alagoas em 2008, através do Projeto Fábrica de Teatro Popular Nordeste, em que o Centro de Teatro do Oprimido formou multiplicadores de Teatro do Oprimido nos Estados de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. São profissionais provenientes de diferentes formações capacitados a aplicar exercícios e jogos do TO em oficinas, dirigir a montagem de cenas de Teatro-Fórum e coordenar a criação de obras de artes plásticas, músicas e poemas através das técnicas da Estética do Oprimido.

O projeto formou 102 multiplicadores de Teatro do Oprimido nos estados participantes. Obtendo a adesão de 54 grupos e instituições, alcançando 32 municípios. Durante o projeto foram criados 25 grupos de Teatro Popular formados por multiplicadores alagoanos, num trabalho que em parceria com escolas públicas, sindicatos, movimentos sociais, instituições de ensino superior, Pontos de Cultura e entidades do terceiro setor alcançando 10 municípios alagoanos.

Atualmente os multiplicadores e grupos do Estado de Alagoas recebem acompanhamento e apoio logístico do Centro de Teatro do Oprimido por intermédio do Projeto Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto, que é patrocinado pelo Ministério da Cultura.

TEATRO DO OPRIMIDO NA LUTA LGBT

Em 2007, o Centro de Teatro do Oprimido (CTO) realizou em parceria com o Ministério da Cultura através da Secretaria de Diversidade Cultural o projeto “Teatro do Oprimido na Diversidade Sexual”, ganhador do 1º lugar no Prêmio LGBT Cultural 2009.

Naquele projeto grupos populares de Teatro do Oprimido (TO) apresentaram cenas de Teatro Legislativo, técnica do arsenal do Teatro do Oprimido, aproximando e gerando debate com diversos segmentos, colaborando na quebra de estigmas sociais, num diálogo em busca de soluções (ações diretas e Projetos de Leis) para as situações de homofobia mostradas por meio das Cenas.

Dentre as propostas elaboradas, destacam-se o projeto de lei contra a proibição de doação de sangue por parte dos LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Trangêneros) e outro que institui formação para professores da rede pública de ensino no tema transversal da sexualidade, para lidar com estudantes LGBTs em sala de aula. Estes projetos de leis estão em fase de votação e são atualmente acompanhados pelo projeto.

Está iniciativa se encontra imbuída do mesmo sentimento que o CTO, de colaborar com a organização da militância LGBT através do acesso à metodologia do TO.

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