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Inscrições abertas para Curso de Formação Internacional – Dramaturgia do Teatro-Fórum
Desde 2001 o Centro de Teatro do Oprimido forma multiplicadores do Método através de seus projetos sociais. Parcerias com Ministério da Justiça, Cultura, Educação, Saúde e Secretarias de governos estaduais e municipais em diversas regiões do país garantiram a formação de mais de quinhentos multiplicadores nos mais variados campos sociais. No exterior, por meio do Programa de Intercâmbio Internacional, que já teve a parceria da UNESCO, a instituição foi responsável pela capacitação de mais de cinqüenta estudantes dos cinco continentes, onde muitos se tornaram referência em seus países.
Dando continuidade ao seu programa inédito e exclusivo de formação no método do Teatro do Oprimido, o CTO oferece aos brasileiros e estrangeiros, o Curso de Formação Internacional na Dramaturgia do Teatro-Fórum. Esse será o primeiro módulo para interessados em conhecer a metodologia teatral mais difundida no mundo.
O curso acontece de 25 de Junho a 06 de Julho de 2012 e propõe atividades práticas e teóricas, possibilitando ao participante um amplo leque de exercícios, jogos e técnicas alicerçados aos conceitos fundamentais do método de Boal. Temas como Opressão, Marxismo e Teatro do Oprimido, e Formação de Grupos em Comunidades serão abordados pelos Curingas do CTO e por Julian Boal, recentemente radicado na cidade carioca. O objetivo principal do curso é iniciar o processo de formação dos participantes, a partir da construção de cenas de Teatro-Fórum e visitas aos grupos populares dirigidos pela instituição.
O Curso terá 60 horas de duração.
Mais informações e inscrições com Monique Rodrigues: moniquerodrigues@ctorio.org.br | Tels.: (21) 2215-050 e 2232-5826
Curinga Internacional do CTO fala sobre ações do Teatro do Oprimido no combate ao racismo

Cláudia Simone em cena com Madalenas - O Teatro das Oprimidas. No elenco mulheres do Brasil, Guiné-Bissau e Moçambique
Cláudia Simone Santos, nossa mais recente Curinga Internacional, radicada desde março na França, concedeu entrevista ao portal Ciranda. Net, falando sobre as iniciativas de combate ao preconceito racial realizadas através do Teatro do Oprimido.
Nascida em Volta Redonda, interior do estado do Rio de Janeiro, Cláudia Simone, é atriz pedagoga, e Curinga do CTO há 9 anos. Na entrevista, ela falou sobre o Laboratório Anastácia, iniciativa sua que objetiva a discussão das opressões sofridas por afrodescendentes no Brasil. Outros trabalhos realizados por Cláudia , como a formação do Grupo Pirei na Cenna, foram citados .
A íntegra da entrevista pode ser acessada no link: http://www.ciranda.net/fsm-2011-dakar/article/claudia-simone-santos-oliveira .
O Ciranda. Net é uma rede aberta, regida pela Carta de Princípios do Fórum Social Mundial. Conta com núcleo de gestão no Brasil encarregado de manter a iniciativa em permanente diálogo com novas mídias alternativas interessadas no intercâmbio de esforços para cobertura dos temas relacionados à afirmação de que Um Outro Mundo é Possível.
Entrevista do GTO Marias do Brasil para jornal “O Dia”

As Marias e os Curingas do CTO, Claudete e Olivar com os barbudos Paulo Ricardo e Fernando Souza de O Dia.
A realidade das trabalhadoras domésticas está moda. Alardeia-se muito sobre a escassez de domésticas no mercado, direitos trabalhista da categoria estão, finalmente, se ampliando (mas ainda há muito por fazer) e até na novela foi parar.
Modismos a parte, o Grupo Popular de Teatro do Oprimido Marias do Brasil está a 14 anos na luta pelo fim das injustiças que sofrem as trabalhadoras domésticas. Formado atualmente por 8 atrizes, todas trabalhadoras domésticas, o grupo já construiu duas peças de Teatro-Fórum, ambas baseadas em suas histórias de vida.
À procura de conhecer melhor a realidade de uma trabalhadora doméstica, no último dia 23 de abril, o jornalista especializado em televisão Paulo Ricardo Moreira e o fotojornalista Fernando Souza, ambos do jornal O Dia do Rio de Janeiro, estiveram na sede do CTO para entrevista exclusiva com o grupo.
O bate-papo durou cerca de três horas e gerou opiniões sobre a novela Cheias de Charme, no ar pela TV Globo e reivindicações políticas que o grupo busca desde sua criação. A maior parte das Marias revelou não ter tempo de assistir a novela devido ao trabalho, e para as que acompanham a trama, muita coisa ainda está distante da realidade. Porém reconhecem que a novela pode ajudar a levantar a discussão sobre os direitos das trabalhadoras domésticas na mídia televisiva. As Marias falaram ainda da admiração pelo criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal, e desabafaram sobre a falta de apoio em que o grupo e encontra. “Se tivéssemos um financiamento, poderíamos levar o Teatro do Oprimido até para fora do Brasil”, contou Maria José Góis, uma das atrizes do Grupo.
A reportagem foi veiculada na edição de 30 de abril, no Caderno D (editoria responsável por arte, cultura e lazer), do jornal O Dia. A íntegra da matéria pode ser conferida no link: http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/grupo-teatral-de-domésticas-mostra-dramas-da-categoria-1.435558 .
Texto e foto: Alessandro Conceição
Edição: Helen Sarapeck