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Convite para desfile neste domingo!

No próximo dia 12, um domingo antes do carnaval, o Coletivo Carnavalesco Tá Pirando Pirado Pirou! tomará conta das ruas da Urca.

O bloco carnavalesco é composto por profissionais, familiares e usuários do
Hospital Psiquiátrico do Pinel e por todos aqueles que apóiam a reforma psiquiátrica e a luta antimanicomial.

Desde 1993 o CTO tem estado junto nessa luta, através do desenvolvimento de Projetos na área da Saúde Mental, e na folia, pulando misturado aos foliões, colaborando na criação da Comissão de Frente, como também nos concursos para escolha do samba do bloco.

Esse ano, pela terceira vez, Roni, nosso parceiro, músico, Curinga e compositor emplacou o samba         que vai pra avenida!       

E é com muita alegria que convidamos a todos para fazerem parte dessa
brincadeira, bem como tremular com Momo nossa Bandeira Antimanicomial!
 
DESFILE
Dia 12 de fevereiro (Domingo)     
Concentração às 15h  
Local: Av. Pasteur próximo ao Instituto Benjamin Constant – Urca

CTO no 2º Encontro Latino Americano de Teatro do Oprimido

O Movimento Internacional de Teatro do Oprimido segue firme e forte atuando pelos cinco cantos do mundo.

Na cidade de Quetzaltenango, Guatemala, acontece de 20 a 30 de janeiro, o 2º Encontro Latino Americano de Teatro do Oprimido. Promovido pela  organização METOCA (Multiplicación y Exploración del Teatro del Oprimido en CentroAmérica), entidade de difusão e multiplicação do TO na Guatemala e América Central, o evento contará com apresentações de Teatro-Fórum, mesas de debates, oficinas, seminários e intercâmbios em comunidades locais.

O CTO estará presente com toda a equipe de Curingas da Instituição, que ministrarão Oficinas nas técnicas da metodologia e farão parte das mesas de debates junto a outros ativistas do TO da América Latina.  O espetáculo Fórum Musical Coisas do Gênero, uma das obras  do repertório internacional do  CTO, fará a abertura do evento.

Ganhando cada vez mais força e simpatizantes, os eventos Latino Americanos de Teatro do Oprimido se tornaram um espaço para discussão do método e os desafios enfrentados na sua prática. O primeiro Encontro aconteceu em janeiro de 2010, em Jujuy, Norte da Argentina, promovido por Relatosur (Rede Sulamericana de Teatro do Oprimido).

Ao longo de quatro décadas, completadas em 2011, o Teatro do Oprimido tem ajudado a ultrapassar bloqueios, criar pontes de diálogo e estimular ações concretas para superação de realidades opressivas nos cerca de 80 países onde há multiplicadores, ativistas e militantes de TO.

Este encontro é mais uma demonstração concreta da impressionante difusão internacional do método criado por Augusto Boal.

www.metoca.org

Texto: Alessandro Conceição
Edição: Helen Sarapeck

Teatro do Oprimido na Laje!

“(…) Teatro é algo que existe dentro de cada ser humano, e pode ser praticado em qualquer lugar… até mesmo dentro dos teatros! (…)”. Augusto Boal

Em cima de uma laje, nos dias 7, 15 e 17 de janeiro, vêm acontecendo  oficinas de Teatro do Oprimido , no Complexo da Maré, na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro.

A iniciativa faz parte do Projeto Territórios de Paz desenvolvido por Jana Salamandra, moradora da Maré e integrante do CTO acompanhada pela Curinga Claudete Felix, onde 13 adolescentes da comunidade da Maré participam da atividade.  Os meninos e meninas fazem parte do grupo teatral Jovens Revolucionários da Maré, que pela primeira vez entram em contato com  o Teatro do Oprimido.

Acostumados com a arte teatral, agora os jovens  terão a oportunidade de construir peças que falem de sua realidade.  Durante encontros semanais o grupo construirá uma peça de Teatro-Fórum e fará um circuito de apresentações nas 16 comunidades do Complexo da Maré. Outros palcos e outras lajes estão incluídos na turnê! O professor de música  Klaus  Grunwald, também morador da comunidade, entrou espontaneamente na oficina para colaborar na criação musical do novo espetáculo.

Após a oficina Jana relatou:
“Foi muito gostoso fazer a oficina na laje, o ambiente era muito familiar a todos nós. Acredito ter contribuído para que os jovens não ficassem constrangidos diante dos olhares curiosos dos vizinhos, que de suas lajes observavam. Muito destes vizinhos até arriscaram palpites”.

Esta não é a primeira vez que o Teatro do Oprimido se faz presente numa das maiores comunidades do Rio. Através do projeto de criação de grupos populares, em 1996, o CTO ativou a construção dos grupos de Teatro do Oprimido MaréArte e ArteVida, formados por jovens da comunidade.

O Grupo Jovens Revolucionários da Maré foi criado em agosto de 2011. Formado por adolescentes da comunidade, o grupo é uma iniciativa da ONG REDES Maré de Cultura com apoio de estudantes de artes-cênicas da UNIRIO.

O Territórios de Paz é um micro projeto realizado pelo Ministério da Cultura que consiste em apoiar moradores que desenvolvam alguma atividade artística para o benefício de sua própria comunidade. Na Maré este projeto acontece desde outubro de 2011 e contou com o apoio do CIEP Operário  Vicente Mariano.

Texto: Alessandro Conceição
Foto: Jana Salamandra
Edição: Helen Sarapeck

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