O Centro de Teatro do Oprimido – CTO é referência internacional em Teatro do Oprimido. Seu elenco, desde 1986, se dedica ao estudo, pesquisa, experimentação e ao desenvolvimento da Dramaturgia e da Estética do Teatro do Oprimido, em Seminários de Dramaturgia e Laboratórios Teatrais, até 2009, dirigidos por Augusto Boal. O elenco do CTO, formado pelos curingas, produz espetáculos teatrais para promover a discussão pública e a busca de alternativas para questões que envolvem temáticas que não são especialmente abordadas pelos grupos comunitários criados e coordenados pela instituição. Já tendo participações internacionais no: 8º Festival Internacional de Teatro do Oprimido – Toronto/Canadá, 1997; XI Festival Internacional de Teatro Experimental do Cairo/Egito, 1998; Comemoração do Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra a Mulher – França, 2005; Muktadaha Festival – Festival Internacional de Teatro do Oprimido – Índia, 2006; Theatre of The Opressed Season  – Festival de Teatro do Oprimido da Palestina, 2007.

Espetáculos em repertório:

COISAS DO GÊNERO (2004) – Direção: Helen Sarapeck – Sinopse: O espetáculo de Teatro-Fórum é uma representação da história da mulher atual, dividida entre o marido, a filha e o trabalho. – Apresentações: Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. Brasília, Julho de 2004; Inauguração do Ponto de Cultura do CTO. RJ, Julho de 2004; Festival da FITA/FETAERJ. Angra dos Reis/RJ, Setembro de 2004; 5º Seminário de Produção Cultural da UFF – Teatro: Crise e Perspectivas; CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil. RJ, Setembro de 2005; FESTEL – Festival Nacional de Teatro Legislativo. Conjunto Cultural da Caixa. RJ, Outubro de 2005; Comemoração do Dia Internacional pelo Fim da Violência Contra a Mulher. Seine-Saint-Denis, França, Novembro2005; Muktadaha Festival – Festival Internacional de Teatro do Oprimido.  Kolkata, Índia, Novembro de 2006; Theatre of The Opressed Season – Festival Internacional de Teatro do Oprimido da Palestina organizado pelo Grupo Ashtar. Palestina, Junho de 2007.

O QUE NOS CONPET? (2004) – Direção: Bárbara Santos – Sinopse: O espetáculo retrata a relação das pessoas com os recursos energéticos, provocando a discussão pública sobre o desperdício dos recursos disponíveis, os limites das reservas existentes e a necessidade premente de pesquisa e utilização de fontes alternativas de energia, que é o tema de discussão entre Manu e Mane: dois jovens estudantes que tentam combater o desperdício em suas casas. –  Apresentações nas comemorações do pelo Dia Mundial do Meio Ambiente na Lona Cultural de Campo Grande e escolas da região.

CAP’SCITANDO – Direção: Bárbara Santos – Sinopse: Espetáculo musical de Teatro-Fórum que aborda os diferentes tipos de tratamento aos usuários da Saúde Mental, levantando a discussão dos Cap’s (Centros de Atenção Psicossocial) – Apresentação na Conferência Nacional dos Cap’s em São Paulo e na abertura do Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental na Casa do CTO.

HUMANAS MÃOS – Direção: Luiz Vaz – Sinopse: O espetáculo de Teatro-Fórum aponta a criação do capitalismo e as injustiças sociais decorrentes deste sistema. – Apresentação única na Conferência Nacional de Empreendimentos Solidários em Brasília.

COM TODO GÁS (2003) – Direção: Olivar Bendelak – Sinopse: Espetáculo criado para a Campanha para Petrobrás de lançamento do ônibus de gás natural veiculado (GNV). – Apresentação no lançamento na Praça da Cinelândia e na Câmara Municipal de Vereadores do Rio de Janeiro em 1º de dezembro de 2003.

URBANIDADES – Direção Coletiva – Sinopse: Espetáculo Fórum de Imagem Projetada sobre a relação do homem com o meio urbano. Através de uma seqüência de imagens, sublinhada por trilha sonora, apresentam-se seres humanos desde sua origem primitiva, ainda nômade, passando pelo estabelecimento de locais de convivência baseados na solidariedade e na proteção mútua, até a constituição das cidades, onde a luta pelo poder define as relações e institui a injustiça social. A encenação é feita a partir da utilização de apenas dois elementos cênicos: escadas e sacos plásticos. – Apresentação única na Abertura da Conferência das Cidades – Ministério das Cidades.

Ó VILA DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁSTICAS (2002) – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Fórum sobre a poluição na Baía de Guanabara causada pelas grandes indústrias e pelo cidadão comum. Projeto junto ao Ministério do Meio Ambiente.

O TRABALHADOR (1994) – Direção: Augusto Boal – Direção musical: André Muñoz – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Fórum que conta a história de um operário e sua luta pela sobrevivência. Após uma discussão caseira com sua mulher, ele encontra um velho amigo, “malandro da Lapa”, e passa a ser tentado a abandonar o emprego e a entrar em atividades ilegais. Apesar de decidido a continuar no emprego onde recebe salário mínimo, acaba sendo despedido pelo patrão. – Apresentações: Circuito popular na cidade do Rio; Festa de Aniversário da cidade de São João Del Rey; RIOFFestival do RJ; Festival de Teatro Experimental do Cairo, Egito; Festival Nacional de Presidente Prudente; 23º Festival da FETAERJ (Federação Associativa de Teatro Amador do Estado do Rio de Janeiro) onde Bárbara Santos recebeu o prêmio de Melhor Atriz.

OLHA O LEÃO AÍ GENTE! (2000) – Supervisão: Augusto Boal – Direção: Helen Sarapeck – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Fórum feito em parceria com o UNAFISCO (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) com o objetivo de discutir as condições de trabalho dos auditores fiscais e um imposto de renda socialmente mais justo. – Apresentações: Ministério da Fazenda-RJ e Ministério da Fazenda-Brasília.

PERIGO A BORDO (1999) – Supervisão: Augusto Boal – Direção: Bárbara Santos – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Fórum feito em parceria com o Sindicato Nacional dos Aeronautas com o objetivo de discutir as condições de trabalho dos comissários de bordo. – Apresentação única no aeroporto Santos Dumont em evento do Sindicato.

ANGU AVEC FAROFA (1997) – Direção: Augusto Boal – Direção Musical: André Munõz e Carlos Bezerra – Sinopse: Através da diversidade musical brasileira, o espetáculo conta a história sofrida do migrante que sai do nordeste árido, em busca de trabalho e felicidade nos grandes centros urbanos do sudeste. Entre os ritmos presentes estão: forró, frevo, xote, maracatu, cantigas de capoeira e pastoril, rock, funk e, é claro, o samba. – Apresentações: Ripple Effect (8ºFestival Internacional de Teatro de Oprimido), Toronto, Canadá; VI Bienal do Livro do RJ; RIOFFestival; Festa de abertura da Fábrica de Teatro Popular.

O TROTE A GALOPE – Supervisão: Augusto Boal – Direção: Helen Sarapeck – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Fórum criado especialmente para a UERJ(Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Levanta a discussão dos trotes violentos nas faculdades. – Apresentações: Circuito na própria universidade; Ripple Effect (8º Festival Internacional de Teatro do Oprimido).

PARTO VIAJADO – Supervisão: Augusto Boal – Direção: Claudete Felix – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Fórum produzido em parceria com o Sindicato dos Médicos sobre os problemas vividos por mulheres grávidas que “viajam” de um hospital para outro até encontrarem vaga para, enfim, darem luz à seus bebês. – Apresentação: Temporada Popular.

PASSANDO A CIDADE A LIMPO – Supervisão: Augusto Boal – Direção: Olivar Bendelak – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Fórum criado para a Prefeitura de Juiz de Fora, no lançamento da Campanha de Limpeza Urbana e de Despoluição do Rio Paraibuna. A peça fala sobre a sujeira na cidade, causada pela falta de disciplina e educação da população. – Apresentação: Circuito popular na cidade de Juiz de Fora/MG.

MAMÃE EU QUERO MAMAR! – Supervisão: Augusto Boal – Direção: Geo Britto – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Fórum em parceria com o Sindicato dos Médicos sobre a amamentação. A personagem principal tem dúvidas se deve amamentar ou não, e é aconselhada por duas amigas, uma a favor e outra contra. – Apresentação única no Dia Mundial da Amamentação, Praça da Cinelândia, RJ.

ACEITA UMA CAMISINHA? (1997) – Direção: Coletiva – Sinopse: Peça de Teatro-Imagem, feita em parceria com o Sindicato dos Médicos, objetivando à prevenção e à discussão dos preconceitos que envolvem a AIDS. – Apresentações: FIOCRUZ; Centro Biológico da UFRJ.

SUA SAÚDE ESTÁ EM PAZ OU EM GUERRA? (1996) – Supervisão: Augusto Boal – Direção: Coletiva – Sinopse: Peça de Teatro-Fórum para a candidata Luíza Erundina à prefeitura de São Paulo. Critica o sistema PAS de saúde pública de São Paulo. – Apresentações: em frente ao Teatro Municipal de São Paulo; Comício final da Campanha à Prefeitura de Luiza Erundina.

FISIOLOGISMO – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Peça especialmente montada para a campanha eleitoral de 1996 sobre os macetes dos políticos na compra de votos e todo o fisiologismo  gerado em torno das eleições. – Temporada Popular.

SAÚDE ASSIM OU AMIL? (1994) – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Marido corre de hospital em hospital com a mulher que passa mal, e não consegue ser atendida. – Temporada Popular.

LILITH – Direção: Eliana Nunes – Música: Mário Makaíba – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Imagem e Biodança, que demonstra corporalmente o mito de Lilith, a primeira mulher de Adão. – Apresentações: Dia Internacional da Mulher em evento no Metrô da Carioca; Encontro Nacional de Biodança; RIOFestival; Temporada Popular.

É REAL OU NÃO É? (1994) – Direção: Liko Turle – Sinopse: Discussão sobre o plano econômico que mudou a moeda no Brasil: o Plano Real. Espetáculo da campanha Bittar e Benedita para o governo do Estado e Senado Federal em 94. – Temporada Popular.

O QUE FOI QUE VOCÊ DEU MEU BEM? – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Através de músicas do popular carioca, o espetáculo fala da relação homem-mulher. – Temporada Popular

RETRATO EM BRANCA E NEGRA – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo musical sobre a vida de duas mulheres expoentes na política nacional: Benedita da Silva e Maria da Conceição Tavares, então candidatas a eleição ao Senado e à Câmara Federal, respectivamente. – Apresentação única no Teatro Casa Grande.

PEDAÇO DE MIM – Direção: Augusto Boal – Direção Musical: André Munõz – Sinopse: Espetáculo musical direcionado para as “Mães da Cinelândia”, mulheres que têm os seus filhos desaparecidos. – Apresentação única em evento na Praça da Cinelândia.

CADA MACACO NO SEU GALHO (1993) – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo de Teatro-fórum, onde um universitário branco se enamora de uma colega negra. Ao ir jantar na casa do namorado, ela é discriminada pelo porteiro por ser negra. Após muita discussão, inclusive com o síndico, ela sobe ao apartamento, sendo maltratada pelos pais do rapaz. – Apresentações: Teatro Municipal de Macaé; Centro Cultural de Teresópolis; 7º Festival Internacional de Teatro do Oprimido; Circuito popular na cidade do Rio de Janeiro.

TEM GENTE SE LIXANDO – Supervisão: Augusto Boal – Direção: Luiz Vaz – Sinopse: Espetáculo de Teatro-fórum sobre a relação da sociedade com as classes marginalizadas. Duas amigas tomam chope em um bar, enquanto são interpeladas por uma menina de rua e um mendigo. Um bêbado pontua toda a narrativa, até que o garçom maltrata o mendigo e a discussão se agrava. – Apresentações: 7º Festival Internacional de Teatro do Oprimido; Circuito Popular da Cidade do Rio de Janeiro.

ZYZ–171 – RÁDIO MULHER – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Entremeada de aspectos cômicos através de uma rádio de programa feminino, o espetáculo apresenta uma funcionária de um supermercado que após engravidar é despedida pelo patrão. – Temporada Popular.

POPÔ E TATÁ – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Imagem, com inserções musicais e gromelô que retrata o romantismo do namoro e a rotina do casamento. – Temporada Popular.

22 ANOS DE TEATRO DO OPRIMIDO (1993) – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo formado por trechos de peças e eventos que foram base para a criação do Teatro do Oprimido. Entre elas foram encenadas cenas de Revolução na América do Sul, Tio Patinhas, Torquemada e outras. – Apresentações: Abertura do 7º Festival Internacional de Teatro do Oprimido, CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil); Temporada Popular.

MÃE PÁTRIA – Direção: Augusto Boal – Música: Mário Makaíba – Sinopse: Espetáculo feito especialmente para o evento “A Arte Contra a Fome”, organizado pelo sociólogo Hebert de Souza (Betinho). Envolvendo mais de 50 atores de grupos populares, utilizando apenas linguagem não-verbal, o espetáculo era uma entremeada colcha de retalhos sobre a situação social brasileira. O espetáculo foi narrado por Boal. – Apresentação única no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

O CASAL – Direção: Augusto Boal – Música: Mário Makaíba – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Imagem sobre os conflitos que envolvem o relacionamento de casais hetero ou homossexuais. – Apresentações: 7º e 8º Festival Internacional de Teatro do Oprimido, RJ e Toronto, respectivamente; Festival de Teatro Experimental do Cairo.

O NEGRO QUE SE VENDE – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Invisível. Um negro quer se vender como escravo em praça pública, por acreditar que vai garantir sua alimentação e moradia, coisas que o salário mínimo não garante. – Temporada Popular.

O PROFESSOR QUE SE VENDE – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo de Teatro-Invisível. Um professor quer se vender como escravo em praça pública, por acreditar que vai garantir sua alimentação e moradia, coisas que seu salário mínimo não garante. – Apresentações: Manifestação do SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais do Ensino); Temporada Popular.

500 ANOS DE COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA (1992) – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Criada juntamente com o grupo alemão “Spectactulum” sobre as culturas diferenciadas e os conflitos vividos na América e Europa. – Apresentações: Circuito em Berlim, Mainz, Frankfurt e Hamburg/Alemanha.

MARIA SEM VERGONHA – Direção: Bárbara Santos – Sinopse: Peça de Teatro-Fórum sobre a condição feminina. Aponta uma mulher que, apesar de sofrer repressões machistas em casa, tenta garantir o seu espaço. Foi um dos espetáculos da campanha de Boal para vereador. – Temporada Popular na Cidade do Rio de Janeiro.

SOMOS 31 MILHÕES… E AGORA? (1990) – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo montado após a campanha eleitoral para presidência da República de 89 onde o Lula saiu derrotado, mesmo com 31 milhões de votos a seu favor. Um militante tenta convencer familiares e amigos a transformar os comitês eleitorais em centros culturais. – Apresentações: Teatro Cacilda Becker.

SOMOS 31 MILHÕES… E AGORA? (1990) – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo montado após a campanha eleitoral para presidência da República de 89 onde o Lula saiu derrotado, mesmo com 31 milhões de votos a seu favor. Um militante tenta convencer familiares e amigos a transformar os comitês eleitorais em centros culturais. – Apresentações: Teatro Cacilda Becker.

SOMOS 31 MILHÕES… E AGORA? (1990) – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Espetáculo montado após a campanha eleitoral para presidência da República de 89 onde o Lula saiu derrotado, mesmo com 31 milhões de votos a seu favor. Um militante tenta convencer familiares e amigos a transformar os comitês eleitorais em centros culturais. – Apresentações: Teatro Cacilda Becker.

CLARO QUE É RACISMO! – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Feita em parceria com o Sindicato dos Bancários, aponta a influência da TV na formação da ideologia racista. – Apresentações:  Sindicato dos Bancários; Temporada Popular.

FAMÍLIA!?!? – Direção: Augusto Boal – Sinopse: Conflitos em família que despontam com a descoberta da gravidez da filha adolescente. – Apresentações: Teatro Cacilda Becker; Temporada Popular em CIEP’s (Centros Integrados de Educação Pública) da Cidade do Rio de Janeiro.