CTO no 1º Seminário Nacional de Participação Social
O Centro de Teatro do Oprimido, através de Geo Britto, membro do Conselho Consultivo e um dos coordenadores de projetos da instituição, participa do Seminário Nacional de Participação Social, organizado pela Secretaria-Geral da Presidência, de 26 a 28 de outubro de 2010, em Brasília. Entre outras atividades, Geo vai ministrar uma oficina demonstrativa de Teatro do Oprimido para gestores públicos e lideranças da sociedade civil. A oficina será transmitida em tempo real pela internet: http://www.secretariageral.gov.br/seminario
A metodologia do Teatro do Oprimido foi escolhida por que procura construir espaços de diálogo e canais de participação social. Sendo uma das novas formas de linguagem, a partir do artístico, que podem trabalhar os vínculos entre governo e sociedade; e promover ações sociais concretas e continuadas que buscam a transformação social para democratização do Estado.
SOBRE O SEMINÁRIO:
O I Seminário Nacional de Participação Social fará um balanço das experiências dessa prática no Governo Federal e debaterá iniciativas, perspectivas e estratégias que irão orientar as ações governamentais no período de 2011 a 2014. A participação cidadã é um instrumento fundamental para o aperfeiçoamento da gestão pública e consolidação da democracia participativa no nosso país.
Texto: Geo Britto
Edição: Helen Sarapeck
Oportunidade rara: Oficina de Teatro Invisível no CTO
Não basta que os espectadores fiquem apenas refletindo sobre opressão. É preciso agir! Assumir seu papel no mundo como cidadão, colocar-se dentro da ação e transformar o que o desagrada.
O Teatro invisível poderia ser o primeiro passo para que o espectador notasse a opressão que sofre, que está ao seu redor e a partir de um primeiro ato, poder repensar todos os seus demais atos sobre o assunto.
O Teatro-Invisível, que não é revelado como teatro e é realizado no local onde a situação encenada deveria acontecer, surgiu como resposta à impossibilidade, ditada pelo autoritarismo, de fazer teatro dentro do teatro, na Argentina. Uma cena do cotidiano é encenada e apresentada no local onde poderia ter acontecido, sem que se identifique como evento teatral. Desta forma, os espectadores são reais participantes, reagindo e opinando espontaneamente à discussão provocada pela encenação.
A proposta da oficina oferecida pelo Centro de Teatro do Oprimido é que os particiantes possam conhecer e vivenciar essa técnica do Teatro do Oprimido, partindo para uma experiência prática após o trabalho desenvolvido.
Oficina de Teatro do Invisível
Data: semana de 21 a 25 de novembro de 2011
Horário: de 19h as 22 h
Local: Centro de Teatro do Oprimido
Av. Mem de Sá 31, Lapa, Rio de Janeiro
Informações: 2232-5826 ou 2215-0503
Inscrições: Claudia Simone claudiasimone@ctorio.org.br e Monique Rodrigues moniquerodrigues@ctorio.org.br
Texto: Claudia Simone
Edição: Helen Sarapeck
CTO e GTO em MAPUTO
O Centro de Teatro do Oprimido esteve presente na II Conferência Internacional sobre Monitoria e Advocacia da Governação, nos dias 28 e 29 de setembro passado, organizada pelo Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil-MASC, em Maputo-Moçambique.
Na abertura do evento, o Grupo de Teatro do Oprimido – GTO Maputo apresentou cena de Teatro-Fórum sobre os problemas com o atendimento precário nos posto públicos de saúde – mais uma semelhança entre Moçambique e Brasil, além da língua portuguesa! Em seguida, Olivar Bendelak, Curinga do CTO, realizou a palestra O Teatro do Oprimido como Estratégia de Participação na Melhoria da Qualidade de Prestação dos Serviços do Estado ao Cidadão, com base na experiência de 1993 a 1996 quando Augusto Boal foi Vereador na cidade do Rio de Janeiro e junto com a equipe do CTO desenvolveu o Teatro Legislativo. E, a partir de 1997, com projeto em parceria com a Prefeitura de Santo André para a capacitação de funcionários na realização de oficinas de TO nos bairros e comunidades ativando a participação cidadã nas discussões dos problemas da cidade visando as plenárias do Orçamento Participativo.
Tanto a apresentação do GTO Maputo como a palestra tiveram repercussão muito positiva, sendo referenciadas em outras palestras, e originando o desejo do MASC em desenvolver novas ações com Teatro do Oprimido em Moçambique, reflexo também do excelente trabalho que o GTO Maputo realiza há 11 anos nas 11 províncias moçambicanas.
Após a Conferência, Olivar realizou, Oficina de Teatro Legislativo e aspectos da Estética do Oprimido com atores e atrizes do GTO-Maputo.
Foi uma semana de intenso intercâmbio e muita alegria pela oportunidade de trabalharmos juntos. Ficou a Saudade (palavra que esses dois países de língua portuguesa conhecem bem o significado) e o desejo de conseguirmos apoio para que o CTO e o GTO voltem a se encontrar em breve em Maputo. Parceria iniciada onze anos atrás quando Alvim Cossa ficou três meses no CTO através do intercâmbio que havia entre a UNESCO e o Centro de Teatro do Oprimido, e enraizada através do Projeto Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto, em 2009 com Barbara Santos e Cachalote Mattos.
Texto: Olivar Bendelak
Edição: Helen Sarapeck