Raízes e Asas II – Curso Internacional – Oportunidade única!
Logo após o Carnaval, de 14 a 19 de março, o Centro de Teatro do Oprimido realizará o primeiro módulo avançado de qualificação para praticantes do Teatro do Oprimido interessados(as) em aprofundar a compreensão teórica, a partir da experimentação prática, do método criado pelo teatrólogo Augusto Boal.
Ainda há vagas para o curso, que será ministrado pela Curinga Internacional Bárbara Santos, e trabalhará conceitos essenciais que fundamentam o método e permitem o desenvolvimento coerente de sua prática. A associação de aulas teóricas à workshops de experimentação permite que a discussão conceitual avance do plano abstrato para uma concretização esclarecedora.
O programa das aulas consta de: Estrutura pedagógica da Árvore do Teatro do Oprimido; Conceitos essenciais: opressão, contextualização e ascese; Dramaturgia do Teatro-Fórum (dramaturgia do Diálogo); Curinga – função pedagógica, política e estética; Estética do oprimido.
No dia 16 de março, haverá um evento público comemorativo do Dia internacional do Teatro do Oprimido, quando acontece o lançamento Instituto Augusto Boal.
Informações e inscrições:
Curso: 14, 15, 17, 18 e 19 de março de 2011 (10h às 19h)
Evento Público: 16 de Março
Local: Centro de Teatro do Oprimido. Av. Mém de Sá 31, Lapa, Rio de Janeiro
Idiomas: Inglês e Português (com possibilidade de tradução para Espanhol)
Inscrições c/ Flavio Sanctum: flaviosanctum@ctorio.org.br
Caminho aberto no Peru
O Teatro do Oprimido é uma metodologia que começou no Brasil, e foi sendo descoberta por diversos países da América Latina, até alcançar os mais de 70 países onde hoje é praticada. Um de seus momentos históricos aconteceu no Peru, no ano de 1973, quando Augusto Boal participou do processo de reforma educacional peruana, juntamente com Paulo Freire. Foi no Peru que Boal descobriu a técnica mais usada hoje do mundo, o Teatro-Fórum. Apesar disso, não se tinha notícia de importante aplicabilidade do Teatro do Oprimido nesse país, até a chegada do Centro de Teatro do Oprimido, em 14 de janeiro de 2011.
A convite da Embaixada do Brasil no Peru, em parceria com a Associação Kallpa, La Tarumba, o Colectivo Contra Natural e o Departamento de Artes Cenica da Puc, o CTO realizou duas capacitações em Teatro do Oprimido com os Curingas Flavio Sanctum, Geo Britto e Helen Sarapeck , também coordenadora da instituição. A primeira Oficina, aconteceu na PUC-Peru para cerca de 25 participantes entre professores do departamento de Artes Escénicas de la Facultad de Ciencias y Artes de la Comunicación de la Pontificia Universidad Católica del Perú e sua propria coordenadora Lorena Pastor, além de representantes da Associação Kalpa das cidades de Lima, Arequipa e Cuzco, e demais organizações da rede Latina Americana de Arte e Tranformação social-RLATS. Ao final dessa oficina foram apresentadas duas cenas no Teatro Alzedo. A apresentação foi sucesso de público e teve ampla divulgação na cidade de Lima.
A segunda oficina aconteceu na sede do partido peruano de esquerda para 35 participantes de organizações sociais, como: Perú Afro; Movimento Homossexual de Lima, Kolectivo Rebeldias Lésbicas, Programa de Democracia e Transformaçã Global, Federeção de Mulheres campesinas, indígenas e assalariadas (FEMUCARINAP), Espaço de Articulação do Movimento indígena, Red Reflect Acción Paulo Freire, Forum de Cultura Solidária, Intervenciones TransCayejeras, IntSol (Integración y Solidaridad), Colectivo Magenta, Musas Peru e Museo Itinerante del Arte por la Memoria.
As duas oficinas indicam um grande caminho a ser realizado com o Teatro do Oprimido no Peru. O CTO espera que em breve os 60 participantes multipliquem o aprendizado em suas organizações, possibilitando um retorno do CTO para aprofundamento e continuidade do trabalho.
Texto original: Helen Sarapeck (helensarapeck@ctorio.org.br)
Últimas Vagas – Oficina: Do Arco-Íris ao Teatro-Fórum
Na próxima segunda, inicia na Casa do CTO a Oficina Do Arco-Íris ao Teatro-Fórum, ministrada pelos Curingas Helen sarapeck e Flavio Sanctum. A proposta da Oficina é realizar uma tragetória investigativa a partir das técnicas mais introspectivas do Teatro do Oprimido, reunidas no Arco-íris do Desejo, até as mais objetivas, do Teatro-Fórum, para entender as repercussões sociais do processo de internailização de ideologias opressivas.
Nesta oficina , oferecida pelo Centro de Teatro do Oprimido, apenas uma vez por ano, os participantes poderão refletir, descobrir e inventar, através de meios estéticos, diferentes formas de combate a opresao.
Dias: 21 a 25 de fevereiro, de 15h às 20h
Local: Centro de Teatro do Oprimido – Av. Mem de Sá 31, Lapa, Rio de Janeiro
Inscrições e informações: Claudia Simone (claudiasimone@ctorio.org.br)
Texto original: Cláudia Simone | Edição: Helen Sarapeck