A Equipe

Alessandro Conceição, natural de Niterói/RJ, mestre em Relações Ético Raciais (CEFET/RJ); graduado em Comunicação Social (jornalismo) pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA) RJ.
Curinga do Centro de Teatro do Oprimido (CTO).


Parece loucura, mas não é...ou é?! Comecei a atuar com Teatro do Oprimido (TO) dentro de um hospital psiquiátrico. Isso foi em 2001, nos idos dos meus 18 anos, quando iniciei no Grupo de Teatro do Oprimido Pirei na Cenna, dentro do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, em Niterói. Era para ser apenas contrarregra. Até fui...mas a metodologia do TO me fisgou e desde então tô comprometido e realizado com ela.


Do Pirei na Cenna passei a trabalhar no CTO em 2006, atuando com toda equipe de Curingas e com o criador do método o mestre teatrólogo Augusto Boal. Pelo CTO venho atuando em ações com os projetos Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto e Teatro do Oprimido na Saúde Mental. Participando, ativamente da pesquisa que resultou no livro “A Estética do Oprimido”, de Augusto Boal. Pelo CTO, em 2010 realizei com a Curinga Claudia Simone o Laboratório de Teatro-Jornal, retomado o uso desta técnica nas ações da instituição.


Fiz parte da equipe do projeto Teatro do Oprimido na Maré no complexo de favelas da Maré de 2013 a 2016. Neste projeto trabalhei diretamente com as e os jovens do Grupo Marear composto por adolescentes da localidade. Aprendi e aprendo muito com elxs e os tenho em meu coração e ação. Em 2017 Coordenei o Projeto “Teatro do Oprimido; um diálogo estético artístico”, desenvolvido em Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro, também multiplicando o TO com adolescentes e jovens
em parceria com a Associação Comitê Ponto Chic.


De 2001 chegando para ser contrarregra, hoje coordeno o Grupo de Teatro do Oprimido Pirei na Cenna, formado desde 1997 por usuários e familiares da saúde mental, atuante em território nacional e internacional através de apresentações dos espetáculos "É Melhor Prevenir que Remédio" e "Doidinho para Trabalhar". Ainda na área da saúde mental, trabalhei, com a curinga Monique Rodrigues, no Manicômio Judiciário Heitor Carrilho, desenvolvendo o Grupo de Teatro do Oprimido Liberarte de 2007 a 2011.


Também coordeno o Grupo de Teatro do Oprimido Cor do Brasil, formado desde 2010 e composto majoritariamente por Afrodescendentes que atua com o espetáculo homônimo com destaque para as apresentações no Festival de Teatro de Língua Portuguesa/RJ em 2011 e no 3o. Festival de Artes Negras/Senegal em 2010. Neste grupo descobri a opressão que me atinge cotidianamente na pele: o racismo. E com Cor do Brasil sou mais estimulado a descobrir estratégias para as lutas antirracista.


Pelo mundo, ministrei oficinas de Teatro do Oprimido no Senegal, Guatemala, Argentina, Bolívia, Zâmbia, Colômbia, Nicarágua e Moçambique.


Fui contemplado com o prêmio Interações Estéticas/ Residências Artísticas, concedido pela Funarte (fundação Nacional das Artes), realizando residência artística no Ponto de Cultura ACAAPE, em Recife/PE, para trabalhar com Teatro do Oprimido durante 6 meses no ano de 2011.


Em 2016 passei a fazer parte do Coletivo Siyanda – Cinema Experimental do Negro. Desde então estou descobrindo como a 7ª. Arte é uma aliada na nossa luta antirracista através da arte. Pelo Siyanda já participeis dos filmes “Negrxs Dizeres” “Siyanda”, “Suspeito” e o mais recente “Desterro”, Todos esses com temáticas negras.


OUTRAS FORMAÇÕES:
Minha formação é intensamente no Teatro do Oprimido do Centro de Teatro do Oprimido (CTO) que me possibilita exercer minha humanidade artística e política neste mundo. Além do TO passei ainda pelo Curso de “Desiniciação Teatral” com o Grupo de Teatro de Rua Tá na Rua, ministrado pelo diretor, Amir Haddad em 2013; andei no Curso de preparação e desenvolvimento do Ator no Instituto/Escola Nossa Senhora do Teatro em 2012; e aprendi importantes passos no Curso/ciclos “Olunadé – A cena
Negra Brasileira” (edições 2010 e 2011), promovidos pela Cia dos Comuns. O Curso foi composto por Seminários, Oficinas de Dança Afro e Capoeira, Interpretação e Direção Teatral.


Após o curso de Comunicação Social, iniciado no mesmo ano que entrei no CTO, também andei dando umas estendidas em meus caminhos. Fiz os seguintes cursos de extensão: “Teoria Política Diáspora Negra nas Américas”. Promovido pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) | Ong. CRIOLA | Universidade do Texas - Departamento de Estudo Negros. 2º semestre de 2012.; Curso de extensão em Políticas Públicas de Cultura. Promovido pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)| COMCULTURA no 2º semestre (2011); Curso de extensão em Jornalismo de Políticas Públicas e Sociais (9ª edição) Promovido pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) | ANDI no 1º semestre de 2011.


Na arte da vida já fui camelô, jovem aprendiz de banco, atendente em loja de chocolate, Educador Social...
enfim, Curinga para o que der e vier...mas que venha o que eu quiser. Axé!

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