CTO Para Sempre

Mullher, negra, mãe, brasileira, socióloga, atriz e Curinga* do Teatro do Oprimido, foi coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido, Rio de Janeiro, Brasil, de 1994 a 2008.

Formada pela Universidade Federal Fluminense – UFF, atuou como Professora do Município do Rio de Janeiro de 1984 a 1993. Tornou-se praticante do Teatro do Oprimido, em 1991, no grupo Virando A Mesa, integrado por mulheres profissionais da educação, como protagonista do espetáculo “No Compasso da Escola: Passo?”.

Teve a honra de trabalhar com Augusto Boal, dramaturgo e criador do Teatro do Oprimido por quase duas décadas, em diversos projetos e na concepção do Teatro Legislativo e em todo o processo de pesquisa da Estética do Oprimido e da invasão do Cérebro, o qual Bárbara segue desenvolvendo e sistematizando.

No Centro de Teatro do Oprimido – CTO, foi responsável pela concepção e coordenação dos principais projetos da instituição, realizados em comunidades, escolas, universidades, centros culturais, entre outros espaços, como o Teatro do Oprimido nas Prisões, desenvolvido entre 2001 e 2006, envolvendo presos, presas, guardas, especialistas e autoridades, em sistemas penitenciários de dez estados brasileiros, de norte a sul do país. Atuou como diretora artística do projeto Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto, entre 2006 e 2010, o mais amplo programa de capacitação de Multiplicadores já realizado pelo CTO, que beneficiou Grupos Culturais de 18 estados brasileiros, e de dezenas de Províncias em Guiné-Bissau, Moçambique, Angola e Senegal, em parceria com grupos locais: GTO-Bissau, GTO-Maputo, GTO-Angola e Kaddù Yarrax. Programa que formou cerca de 600 Multiplicadores, beneficiando milhares de pessoas em centenas de atividades comunitárias.

Organizou diversos grupos comunitários de Teatro do Oprimido no Rio de Janeiro, entre 1993 e 2005, dirigindo dezenas de espetáculos de Teatro-Fórum com: meninas e meninas em situação de rua e/ou em coflito com a lei; portadores de necessidades especiais; mulheres em contextos de opressão doméstica, física, pscológica ou social; jovens e moradores de comunidades empobrecidas. O grupo Panela de Opressão, com o qual trabalhou de 1998 a 2005, teve papel fundamental em seu desenvolvimento artístico e intelectual, como Curinga do TO.

Dirigiu várias produções teatrais com elencos do CTO, entre as quais, se destaca, pela originalidade, o espetáculo CAPSCITANDO – Teatro-Fórum-Musical sobre saúde mental – com letras de sua autoria, musicadas por Roni Valk. É autora de COR DO BRASIL – Teatro-Fórum-Musical sobre discriminação contra afro-descendentes no Brasil, espetáculo montado em 2010, dirigido por Claudia Simone com elenco do CTO, com direção musical e arranjos de Roni Valk.

Recebeu o Prêmio Paschoalino de Melhor Atriz, no ano 2000, no Festival da FETAERJ, Rio de Janeiro, no espetáculo “O Trabalhador”, sobre Globalização.

Entre 2004 e 2008 interpretou a protagonista do espetáculo Coisas do Gênero, sobre opressão contra a mulher, que esteve em longa temporada no Brasil, e teve atuações internacionais em países como França, Índia e Palestina. Entre 2009 e 2010, passa a ser Curinga do espetáculo, atuando na Áustria e na Croácia.

Acumula larga experiência internacional: atuando em espetáculos, participando de Conferências e Festivais, liderando workshops e programas de qualificação de praticantes do Método, dirigindo espetáculos, organizando ou supervisionando grupos de Teatro do Oprimido. Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Egito, Alemanha, Itália, Suíça, Palestina, Hong Kong, Guiné-Bissau, França, Espanha, Índia, Dinamarca, Argentina, Jordânia, Portugal, Sudão, Moçambique, Angola, Senegal, Croácia, Holanda e Áustria são alguns dos países onde praticantes do Teatro do Oprimido têm recebido alguma de suas contribuições. Tem se especializado na criação de programas de qualificação de Multiplicadores de Teatro do Oprimido, baseados nas especificidades de cada local.

Na Palestina, entre 2002 e 2005, desenvolveu um programa de capacitação em Teatro do Oprimido com a companhia Ashtar Theatre, com a qual dirigiu dois espetáculos de Teatro-Fórum: The Inspector – sobre juventude e educação; e The Story of Mona – sobre casamento forçado, que se converteu na primeira experiência de Teatro Legislativo realizada na região.

Entre 2005 e 2006, no Sudão, coordenou programa de capacitação em Teatro do Oprimido, que uniu artistas do sul e do norte país, dentro do projeto de criação de Centro Cultural em Zona de Conflito, promovido por duas agências da International Theatre Institute (órgão ligado à UNESCO): ITI Germany em parceria com a ITI Sudan.

Atua na Alemanha desde 2000, onde tem contribuído com diversos praticantes, projetos e grupos locais, com atuações mais específicas nas cidades de Colônia, Berlin, Munique e Halle. No momento, é diretora artística do projeto KURINGA - Wedding: investigação e qualificação em Teatro do Oprimido, realizado em Berlim, para à produção de espetáculos, formação de Multiplicadores, e organização de grupos comunitários.

Também se dedica ao desenvolvimento e à sistematização do Laboratório Madalena – TEATRO DAS OPRIMIDAS, uma inovadora experiência baseada nas técnicas do Teatro do Oprimido, que visa à investigação das opressões enfrentadas pelas mulheres. A experiência tem sido desenvolvida em países como Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau, Alemanha e Índia.

Bárbara Santos tem diversos artigos sobre o Teatro do Oprimido publicados em livros e revistas internacionais. É editora da revista METAXIS, publicação do Centro de Teatro do Oprimido sobre o desenvolvimento do Método no Brasil e no Mundo. Suas duas décadas de experiência no desenvolvimento, na pesquisa e sistematização desta Metodogia Teatral, praticada em todo o mundo, em breve se converterá em seu primeiro livro.

*Curinga é a terminologia criada por Augusto Boal para definir a função de facilitador e especialista em Teatro do Oprimido.

Para falar com Bárbara Santos: barbarasantos@ctorio.org.br

Facebook de Bárbara Santos: http://www.facebook.com/profile.php?id=591418309
Blog de Bárbara Santos: http://kuringa-barbarasantos.blogspot.com e http://rio-berlim-rio.blogspot.com/
Youtube de Bárbara Santos: http://www.youtube.com/user/KuringaBarbaraSantos#p/f/0/ZGs78GfN8DE
Artigos de Bárbara Santos:

- Teatro do Oprimido para empresas privadas - Incompatibilidades, impossibilidades e absurdos

 para leitura:  TO em Empresas Incompatibilidades-2009 (publicado na Revista Metaxis n°6)

Formado em Pedagogia, é ator profissional, pela Escola de Teatro Martins Pena, além de encenador, oficineiro e escritor.

Sua experiência no processo de formação de Grupos Populares de Teatro do Oprimido e direção de espetáculos de Teatro-Fórum se inicia em 2001, quando começa a atuar como Curinga-Assistente do Centro de Teatro do Oprimido. Responsável pela formação do Grupo Arte Vida, formado por jovens da comunidade da Maré, dirigiu o espetáculo de Teatro-Fórum "A Princesa e o Plebeu".

Atualmente integra a equipe de Curingas do Centro de Teatro do Oprimido, atuando em diferentes projetos: prisões, escolas, pontos de cultura, comunidades, grupos organizados, etc.

Atuou como curinga do Grupo Artemanha que discutia às DST/AIDS através do espetáculo "Fruto Proibido", que recebeu prêmios de melhor direção, sonoplastia e atuação. A dependência química e as dependências sociais constituiram o tema do segundo espetáculo de Teatro-Fórum do grupo: "VÍCIOS".

Dirigiu o grupo Direito de Ser, que discutia o preconceito aos homossexuais com o espetáculo “É Proibido Proibir”.

Coordenou o projeto Teatro do Oprimido na Diversidade Sexual que propôs a discussão da homofobia através de apresentações de Teatro-Fórum.

Autor do Livro Nada Mais do Que Isso, um romance que aborda a diversidade sexual na juventude.

Sua experiência internacional inclui apresentações do espetáculo de Teatro-Fórum "Coisas do Gênero", no qual atua como o principal antagonista. Além de participação em laboratórios teatrais para montagem de cenas coletivas sobre a opressão da mulher, com grupos da Índia, Male e França, em novembro de 2005, em Paris. Também em 2005, durante o mês de agosto, participou de workshops teatrais em Berlim, Alemanha, sendo responsável pela coordenação de uma oficina de Teatro-Fórum, a convite de SABISA-Berlim.

Em 2006, a convite da organização alemã WFD, ministrou oficinas para jovens de comunidades na Alemanha, Áustria, República Tcheca e Polônia. Participou em 2007 da Estação de Teatro do Oprimido na Palestina realizada pelo grupo de Teatro-Fórum Ashtar.

Atualmente Flavio Sanctum coordena o Programa de Intercâmbio Internacional do Centro de Teatro do Oprimido e é mestrando em Ciências da Arte no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal Fluminense.

Flávio Sanctum é pedagogo e curinga do Centro de Teatro do Oprimido.

E-mail: flaviosanctum@ctorio.org.br

Nasci no Rio de Janeiro, em 11 de setembro de 1959, com muitas dificuldades conseguir estudar, por isso tive oportunidades de criar os caminhos  que me levaram a duas coisas que gosto muito: trabalhar com diferentes grupos e com adolescentes. Ensinar e aprender , dar aulas de Português/ Comunicação e de Teatro... do Oprimido!
1986, ano decisivo na minha vida profissional. Terminada a Faculdade de Letras Português e Literaturas Brasileira e Portuguesa na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ingressei no magistério pela prefeitura do Rio dando aulas para adolescentes e adultos em escolas da rede pública municipal.  Em julho, uma grande oportunidade: participar do Projeto Fábrica de Teatro Popular  de Augusto Boal, criado em parceria com Darcy Ribeiro, na época Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Para iniciar este projeto foi oferecido  um curso de Teatro do Oprimido com duração de três meses com Augusto Boal,  para animadores culturais e professores. Imperdível é claro!
A partir das minhas histórias de vida e dos companheiros que formaram o grupo de 35 integrantes deste curso, foram criados cinco espetáculos de Teatro-Forum que percorreram escolas em várias cidades do Estado. Boal era dinâmico, alegre, minucioso com as técnicas que aplicava no curso; entusiasta em voltar ao seu país depois de quinze anos no exílio, este projeto daria certo!
E deu com certeza: hoje faço parte da equipe do Centro de Teatro do Oprimido que teve a direção artística direta de Augusto Boal durante 23 anos até 2009. São 28 anos dedicados ininterruptos à pesquisa do TO, no Brasil e no exterior. Incontáveis oficinas foram ministradas mais espetáculos apresentados nas ruas e em teatros, com movimento sindical das mais diversas categorias (Sindipetro, SEPE, SinPro, SinMed, Urbanitários, Engenheiros, etc; atuei em muitas comunidades (Borel, Rocinha, Acari, Complexo da Maré, etc), instituições  diversas (Hospital Psiquiátrico Nise da Silveira, CEASM, Associação de moradores de diversos bairros, etc. e muitos grupos foram criados: Borel rima com Céu (jovens moradores do Morro do Borel); As princesas de Dom Pedro (usuárias de Saúde mental) e Renascer com grupo da terceira idade do Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, atual Nise da Silveira ? Engenho de Dentro); este grupo da terceira idade criou a primeira lei do Projeto Teatro legislativo  do mandato do vereador Augusto Boal em 1993 garantindo a obrigatoriedade de atendimento geriátrico em hospitais públicos. Em 2014, o grupo formado por trabalhadoras domésticas atrizes Marias do Brasil completa 16 anos de arte e luta pelos direitos desta categoria tendo como instrumento o método do TO..


E-mail: claudetefelix@ctorio.org.br

Afro-brasileira, Pedagoga formada pela Faculdade de Filosofia,Ciências e Letras de Volta Redonda/RJ, em 1992. Exerceu a profissão de professora primaria e de Artes Cênicas de 1990 até 1996. Atua como atriz desde 1988, com uma larga experiência de Teatro de Rua, realizada através do grupo de Teatro Anti - Grupo.

Complementando sua formação, fez Psicopedagogia , trabalhando como Coordenadora pedagógica do Centro Educacional Oratório Mamãe Margarida de 1998 até 2000.

Em 1997 criou e dirigiu o grupo de Teatro do Oprimido Pirei na Cenna, com o qual trabalhou desde sua fundação até 2005. O grupo ,formado por usuários de Saúde Mental, seus familiares e simpatizantes da Luta Antimanicomial, atuando no Hospital Psiquiátrico de Jurujuba em Niterói/RJ. Foi o lugar de experimentação, aplicação e aprofundamento da metodologia do Teatro do Oprimido , vivência fundamental para sua formação como Curinga* de TO.

Em 2003 tornou-se Curinga do Centro de Teatro do Oprimido, Rio de Janeiro,Brasil, onde pode Coordenar as Oficinas Nacionais,que acontecem na sede da instituição, um dos espaços responsável pela difusão do Método em todo território Nacional, de 2005 a 2011.

No Centro de Teatro do Oprimido,teve a oportunidade ímpar, de trabalhar com Augusto Boal, eleito embaixador mundial do Teatro,pela Unesco em 2009 e Criador do Teatro do Oprimido,colaborando com o desenvolvimento e sistematização da pesquisa da Estética do Oprimido.

Na instituição atuou em diversos projetos, como o Teatro do Oprimido na Saúde Mental em 2004, ampliado em 2008 que atingiu cerca de 150 serviços de Atenção Psiquiátrica, envolvendo cerca de 300 usuários. Foi Curinga do projeto Teatro do Oprimido nas Prisões, de 2004 a 2006, envolvendo presos, presas, guardas, especialistas e autoridades, em sistemas penitenciários de dez estados brasileiros, de norte a sul do país. Integrou o projeto Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto – que visa à formação de Multiplicadores de Teatro do Oprimido, em Pontos de Cultura (Programa Cultura Viva / MinC), em oito pólos do Brasil, envolvendo instituições socioculturais das regiões: Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul e dois polos na África, em Guiné-Bissau e Moçambique.

Como diretora Artística, esteve a frente do grupo Direito de Ser, no projeto Teatro do Oprimido na Diversidade Sexual,que visa a dialogar sobre o as diversas formas de orientação sexual, buscando transformar a realidade de desrespeito à orientação sexual dos indivíduos. Em 2007, montou a peça Preconceito? Eu? , com jovens soros positivos, atendidos pelo Projeto Pensando no Futuro do Rio de Janeiro e Niterói/RJ. Em 2010, dirigiu o espetáculo, de Bárbara Santos,COR DO BRASIL – Teatro-Fórum-Musical sobre discriminação contra afrodescendentes no Brasil, com elenco do CTO e direção musical de Roni Valk. O espetáculo participou do III Festival Internacional de Artes Negras no Senegal, em 2010, recebendo um espaço de destaque na revista Raça Brasil.

Ainda no CTO participou do projeto Madalena -Teatro das Oprimidas, compôs a equipe junto com Bárbara Santos e Alessandra Vannucci (2010). Este projeto, dentre outras ações, propõe o uso da linguagem teatral para que as mulheres sejam estimuladas a reconhecerem e desvendarem suas opressões, analisando sua postura dentro delas. Sua atuação passou por Fortaleza, Cariri, Rio de Janeiro e Chaco, na Argentina, onde ministrou o Laboratório para mais de 40 mulheres multiplicadoras do método.

Como atriz, participou de várias montagens do CTO, entre as quais: CAPSCITANDO (Teatro-Fórum Musical sobre saúde mental), O que nos CONPET? (Teatro-Fórum sobre necessidade de fontes de energia alternativas). Desde 2004, atua no espetáculo Coisas do Gênero (sobre opressão da mulher), que esteve em temporada no Brasil (2004/2005), na França (2005), na Índia (2006) na Palestina (2007), no Festival internacional de Teatro do Oprimido na Áustria (2009) e no Festival de Teatro do Oprimido na Croácia , em Pula (2010) e no II Encontro Latino Americano de Teatro do Oprimido, na Guatemala? Em 2012.

Em sua experiência como curinga , teve a oportunidade de ministrar oficinas fora do pais, em Lisboa, com o GTO- Lisboa, em 2011 ministrou a oficina de Estética do Oprimido e Laboratório Madalena em Chaco – Argentina, para mais de 40 pessoas. Aplicou este mesmo Laboratório na França e na Suiça, nas cidades de Zirique e Fribourg. Em 2012 ministrou na Guatemala, a Oficina de Teatro Jornal.

Radicada na França , desde inicio de 2012, estabeleceu uma parceria com a associaçao Chamboule theatre para desenvolvimento de grupos comunitários que utilizem o Teatro do Oprimido: Casa da Família, CROUS ( Centro Regional das Obras Universitárias e Escolares)da cidade de Amiens, na comunidade de Montdidier.Esta em parceria com Kuringa 2012 / Berlim, GTO Lisboa e 4 outros países europeus no projeto Together,segue multiplicando o Laboratório Madeleine, e pesquisando a invasão do cérebro através da técnica de Teatro jornal. Seguindo para avançar na pesquisa, desenvolvimento e multiplicação do Teatro do Oprimido, criou a Associaçao Pas à Passo Théâtré de l'Opprimé , da qual é Diretora Artística.

É uma das idealizadoras do LABORATÓRIO ANASTACIA, que pretende ser um espaço para que afrodescendentes possam, através do Teatro Oprimido, percorrer um caminho de investigação e pesquisa para refletir sobre o mito da democracia racial brasileira e o processo de opressão racista sofrida pela etnia negra do Brasil e do mundo.

Atualmente,


Contato:claudiasimone@ctorio.org.br e Skype: claudia-simone

Facebook: Cláudia Simone e Laboratório Anastácia


*Curinga é a terminologia criada por Augusto Boal para definir a função de facilitador e especialista em Teatro do Oprimido.

Formada em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ e mestranda em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense-UFF, Monique Rodrigues iniciou sua atuação em Teatro do Oprimido em 1998, quando foi atriz do Grupo Panela de Opressão, um dos grupos comunitários do Centro de Teatro do Oprimido com direção de Bárbara Santos e Geo Britto. Neste grupo atuou nos espetáculos “Segura esta panela aí, senão vai explodir!”, “Acorda! O sonho acabou.” e “SidaDança”, que ficaram em temporada popular por 7 anos.

Em 2006 participou do Programa  Agente Cultura Viva no qual ministrou oficinas para jovens na Vila Olímpica da Maré. Trabalhou diretamente com o criador da metodologia Augusto Boal, participando de diversos seminários e laboratórios, colaborando para pesquisa e sistematização da metodologia. Ainda em 2006, ingressou na equipe de curingas do Centro de Teatro do Oprimido com o Projeto Teatro do Oprimido na Saúde Mental, projeto patrocinado pelo Ministério da Saúde que visa formar profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial e outras unidades ligadas a Saúde Mental em multiplicadores das técnicas de Teatro do Oprimido. Também integrou a equipe do Projeto Teatro do Oprimido de Ponto a Ponto, projeto do Centro de Teatro do Oprimido em atividade em 18 estados brasileiros, além da África, sendo o maior projeto de multiplicação já experimentado no mundo. Integra o elenco do Centro de Teatro do Oprimido, participando dos espetáculos “Coisas do Gênero”, “Cor do Brasil” e “Capscitando”.

Em 2007 criou, junto com Alessandro Conceição, o Grupo de Teatro do Oprimido Liberarte, formado por pacientes-internos do Hospital de Custódia Heitor Carrilho, localizado no Rio de Janeiro. Neste grupo dirigiu o espetáculo de Teatro Fórum “Anseios de Liberdade”, peça que retrata o cotidiano de um interno do Manicômio Judiciário frente aos percalços existentes no sistema jurídico-psiquiátrico que emperra a efetiva saída dos internos destas instituições, chegando a realizar apresentações no Ministério Público e Escola de Magistratura, ambos do Estado do Rio de Janeiro. Este trabalho, pela grande repercussão na discussão sobre os percursos do tratamento e custódia dentro dos Manicômios Judiciários, foi contemplado pelo Prêmio Loucos por Diversidade, edição de 2009, promovido pelo Ministério da Cultura/ Secretaria de Diversidade Cultural e pelo Prêmio Agente Jovem Cultural, edição de 2012.  Esta iniciativa também foi objeto de pesquisa em seu trabalho de conclusão de curso, que culminou no ensaio "Grupo de Teatro do Oprimido Liberarte. Teatro do Oprimido e Manicômio Judiciário: Uma conjugação possível?", publicado no Livro Augusto Boal - Arte, Política e Pedagogia. 

Em 2010, participou do Laboratório Madalenas, idealizado por Alessandra Vanucci e Bárbara Santos, que busca investigar as especificidades das opressões enfrentadas pelas mulheres, integrando o elenco do núcleo carioca, com a peça “Madalenas”. Hoje coordena o núcleo Madalenas Rio.

Trabalhou na Residência Artística de Alessandro Conceição, contemplado pelo Prêmio Interações Estéticas, promovido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC). A residência aconteceu no Ponto de Cultura ACCAPE em Recife, no período de Fevereiro a Julho de 2011. Trabalhou também na Residência Artística de Eloana Gentil, em 2013, na Casa Ame, localizada no bairro de Bom Jardim, em Fortaleza.

Atualmente trabalha no projeto Teatro do Oprimido na Maré e nos projetos de formação e difusão de Teatro do Oprimido em diversos locais Brasil adentro e Mundo afora, realizados pelo Centro de Teatro do Oprimido.

Cai na faculdade de teatro por acaso,

Durante bom tempo, fui por todos rechaçado

Ano inteiro, dia após dia, à sombra fui condenado

Até quando descobri o Teatro do Oprimido, negócio arretado.

Comecei a trabalhar indo aonde ninguém ia

Fui fazer teatro com gente da periferia

Estive na prisão, com idosos e analfabetos

Fazia o Teatro do Oprimido O sem duvidar, pois sabia que estava certo.

À cada exercício aplicado, a certeza se construía

Deixaria de lado a mecânica,  minha primeira formação

Estava enfim encontrando o que não vi na  comunicação

Dei de cara com o diálogo, tudo o que eu sempre queria.

Em Recife, capital de Pernambuco, minha historia comecei,

Fazendo Pressão no Juízo alheio o Teatro do Oprimido projetei.

No início andando sozinho, em outras épocas,  acompanhado

Formei muita gente, por isso hoje me vejo transformado.

Há três anos lutando com o Centro de Teatro de Oprimido

Fazendo do nordeste um lugar melhor

Não sei se é pouco tudo o que até agora já se fez

Mas tenho certeza que faria tudo outra vez.

Tenho 35 anos e pretendo viver outros tantos mais

Para ver as sementes da nossa árvore brotando nos canaviais

Explodindo nas caldeiras das usinas,

Parando a violência contra a menina

Vendo o irmão que é homosexual,

Andando pela rua com o seu direito que é igual

Como a mim mesmo que negro sou

Vendo com alegria que a opressão se acabou

Tudo fruto de uma luta entre parceiros construída

Faço Teatro do Oprimido não por que é bonito, mas porque é a minha opção de vida

Não me canso de lutar, mas se você quiser vir comigo,

Estenda sua mão, abra o seu peito, e receba o meu sorriso.

Cláudio Rocha é Arte-educador, curinga do Centro de Teatro do Oprimido e admirador da poesia popular nordestina

 contato: claudiorocha@ctorio.org.br

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