A instituição

O Centro de Teatro do Oprimido, surgido em 1986, é um centro de pesquisa e difusão, que desenvolve metodologia específica do Teatro do Oprimido em laboratórios e seminários, ambos de caráter permanente, para revisão, experimentação, análise e sistematização de exercícios, jogos e técnicas teatrais. Nos laboratórios e seminários são elaborados e produzidos projetos sócio-culturais, espetáculos teatrais e produtos artísticos, tendo como alicerce a Estética do Oprimido.

A filosofia e as ações desta instituição visam à democratização dos meios de produção cultural, como forma de expansão intelectual de seus participantes, além da propagação do Teatro do Oprimido como meio, da ativação e do democrático fortalecimento da cidadania. O CTO implementa projetos que estimulam a participação ativa e protagônica das camadas oprimidas da sociedade, e visam à transformação da realidade a partir do diálogo e através de meios estéticos.

Dessa forma o Centro de Teatro do Oprimido desenvolve projetos na área da educação, saúde mental, sistema prisional, pontos de cultura, movimentos sociais, comunidades, entre outros. Por conta de sua natureza humanística e do potencial do Teatro do Oprimido, está atuante em todo o Brasil e em países como Moçambique, Guiné Bissau, Angola e Senegal.

Perfil organizacional

 

MISSÃO:

Promover o fortalecimento da cidadania e a justiça social através do Teatro do Oprimido, como meio democrático na transformação da sociedade.

VISÃO:

Atuamos para que as camadas oprimidas e marginalizadas da sociedade se afirmem como produtoras de sua própria arte e protagonistas de suas vidas.

VALORES:

VIDA – Somos amantes da vida e valorizamos todas as suas formas, buscando o equilíbrio das ações humanas com a natureza. Esse amor nos impulsiona a desenvolver nosso trabalho, lutando pelo respeito as diversidades.

ÉTICA – Aprendemos e ensinamos que nenhuma busca é justa e honesta se não for realizada com ética. É nela que baseamos nossa forma de trabalho.

SOLIDARIEDADE – Temos um compromisso e obrigação ética com os oprimidos. A solidariedade é a força do método. Quando nos associamos a uma causa, estamos apoiando e sendo co-responsáveis por ela.

ESTÉTICA – A capacidade humana de inventar, imaginar e transformar através da Arte é infinita, ajudando o ser humano a se redescobrir e ganhar força para lutar.

 DIÁLOGO – Acreditamos no diálogo como meio na busca da paz. Queremos um mundo pacífico, mas jamais passivo.

Historia

1971, Boal é exilado e percorre América Latina até chegar à Europa e se instalar na França e fundar o CTO-Paris. Especialmente convidado pelo então Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro Darcy Ribeiro, Augusto Boal retorna em 1986 à sua cidade natal como quem chegou para ficar.

A proposta de Darcy Ribeiro era implantar a Fábrica de Teatro Popular, um projeto de Boal apoiado pelo governo do estado. 35 animadores culturais formaram a primeira turma e foram capacitados por Boal com apoio de Cecília Thumin e Rosa Luiza Marques. A partir deste grupo, fundou-se o Centro de Teatro do Oprimido com a direção artística de Boal com objetivo de conhecer, aprofundar, pesquisar e difundir o Teatro do Oprimido no Brasil. As primeiras parcerias foram sindicatos dos bancários e dos professores, prefeituras de Ipatinga e Belo Horizonte e cada vez mais novos parceiros iam possibilitando o fortalecimento deste movimento.

Em 1992, Boal se candidata a vereador da cidade do Rio de Janeiro com intuito de ampliar as possibilidades desta metodologia do Teatro do Oprimido aliada ao alcance das comunidades cariocas para instalar uma nova pesquisa em um novo projeto: o Teatro Legislativo.

De 1993 a 1996, foram 60 grupos criados ou mobilizados que formaram cenas a partir de suas realidades e apresentaram espetáculos de Teatro-Fórum em todos os cantos e encantos da cidade maravilhosa – do Arpoador à Rocinha, do Centro à zona oeste, de Madureira até Pavuna. Neste período, gerados pela discussão aquecida pelo Teatro do Oprimido com os grupos tramitam e são produzidas 13 propostas de lei.

No final de 1996, o Centro de Teatro do Oprimido torna-se uma organização não-governamental e – agora como pessoa jurídica – tem espaços para projetos às fundações internacionais e nacionais, prefeituras e governos. Diversos grupos são criados e mantidos por anos quando a pesquisa sobre as possibilidades do Teatro do Oprimido são aprofundadas e novas leis são criadas.

Em 2004, com apoio do governo federal há mais implementos para Teatro do Oprimido nos Ministérios das áreas de Saúde Mental, Educação e Cultura. Os Centros de Atenção Psicosociais no Rio, São Paulo e Sergipe, escolas públicas na Baixada Fluminense e os pontos de cultura em todo o Brasil foram alcançados e estes temas foram abordados com músicas e peças teatrais para debater com públicos que jamais teriam acesso a estas questões não fosse o Teatro do Oprimido.

Em 2009, o avanço – o salto qualitativo, como dizia Boal – se dá através da Estética do Oprimido onde palavra, som e imagem são descobertas através do poder libertador que a Arte dá a cada um destes pontos. A pesquisa e a multiplicação continuam, a Conferência Internacional do Teatro do Oprimido (julho de 2009), comprova cada vez mais que este é o método teatral mais utilizado em todos os cinco continentes. Ao longo de 23 anos de história, o Centro de Teatro do Oprimido tornou-se a única instituição com o aval e a direção artística direta de Augusto Boal para o desenvolvimento e difusão desta metodologia: laboratórios e seminários, oficinas abertas, intercâmbios nacionais e internacionais e eventos possibilitam que o Centro de Teatro do Oprimido continue em fase de construção, pesquisa e multiplicação no Brasil e no exterior.

Bárbara Santos, Claudete Felix, Cláudia Simone, Flávio Sanctum, Geo Britto, Helen Sarapeck, Olivar Bendelak e mais Alessandro Conceição e Monique Rodrigues compõem esta equipe que abre espaço para novos projetos e novas pesquisas no Centro de Teatro do Oprimido, Avenida Mem de Sá 31, Lapa, Rio de Janeiro, Brasil.

Coordenação Artistica-Politica

Helen Sarapeck

Coordenação Politica-Artistica

Geo Britto

Curingas e Elenco

Alessandro Conceição

Claudete Felix

Flávio Sanctum

Monique Rodrigues

Olivar Bendelak

Curingas Internacional

Bárbara Santos

Cláudia Simone

Curingas Regionais

Cláudio Rocha

Kelly di Bertolli

Yara Toscano

Curingas Assistentes

Janna Salamandra

Administração Financeira

Graça Silva

Consultoria de Imagem

Cachalotte Matos

Assessoria de Comunicação

Ney Motta

Assessoria Jurídica

Victor Gabriel

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